O que você responde quando te perguntam:
“O que você faz?”
Quase sempre o que a gente responde é o nome do cargo. O setor. A empresa. Como se a vida inteira coubesse numa linha do LinkedIn. A gente aprendeu a se apresentar pelo que produz, não pelo que sente. A medir o próprio valor pela utilidade. E, aos poucos, começou a confundir o que faz com o que é.
Eu já me peguei dizendo “sou isso”, como quem entrega um currículo. Mas a verdade é que o que a gente faz pra sobreviver quase nunca é o que faz o coração acelerar.
Você ainda se lembra do que gosta de fazer quando não precisa se preocupar em ganhar dinheiro?
" O meu propósito não pode ser só isso! "
Eu cresci ouvindo que precisava escolher. “Decida o que vai ser quando crescer.” Mas e se crescer for justamente perceber que você pode ser muitas coisas?
A gente não é linear. A gente é feito de curvas, desvios e voltas. Tem dias em que eu quero entender o mundo. Tem outros em que eu só quero sentir.
E tudo bem.
Não existe versão final. Existe processo. Existe tentativa, erro, arrependimento, recomeço. Às vezes, eu me sinto perdido. Mas aprendi a gostar dessa sensação. Porque estar perdido também é uma forma de estar em movimento.
Talvez seja isso o que a gente mais esquece: que o desvio também é caminho.
E que viver não é escolher um destino mas aprender a conectar os pontos até lá.
Quem era você antes do seu crachá?
Tem gente que vive em busca de um lugar onde caiba. Mas e se não existir esse lugar? E se o lugar for o que a gente cria quando se conecta com quem sente igual?
Eu gosto de pensar que a vida é uma transmissão. A gente manda sinais, sem saber direito quem está ouvindo. E de repente, alguém responde.
Foi assim que tudo começou. Com pessoas que também sentiam esse vazio estranho entre o que fazem e o que são. Gente que não quer performar um personagem. Gente que só quer respirar sem precisar explicar.
Um 'choque' me forçou a procurar o mapa que eu tinha guardado na gaveta. O 'eu' que existia antes da minha profissão formal.
E eu o encontrei. Ele estava nas pilhas de vinis, nos meus desenhos a caneta nas bordas dos cadernos, nos meus tênis gastos do esporte que eu costumava praticar, nas letras que eu rabiscava e nunca mostrava, nas fotos que eu tirava da beleza que só eu via.
Eu percebi que minha identidade não estava no que eu fazia para sobreviver. Estava no que me fazia sentir vivo. Eu não era uma engrenagem. Eu era uma antena.
Sua vida é sua MAIOR obra de arte!
Um artista é uma 'antena' que capta os sinais do mundo e os retransmite com seu filtro. Se isso é arte, então sua vida é seu maior ato criativo.
Você não é “só” um programador. Você é um programador que é obcecado pela história da música. Você não é “só” uma gerente. Você é uma gerente que devora filosofia existencialista. Essa conexão...“O que você faz” é a sua arte.
Seja mais do que o que você faz para sobreviver.
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